Vacina Rotavírus (pentavalente oral)

A vacina de Rotavírus pentavalente (RotaTeq®) previne gastroenterites graves causadas pelo rotavírus, principal responsável por diarreia severa e desidratação em bebês e crianças pequenas. É uma vacina oral (gotinhas administradas pela boca) e contém cepas atenuadas de rotavírus de 5 tipos combinados, conferindo ampla proteção (daí “pentavalente”). Com a vacinação em larga escala, houve grande queda nas internações por diarreia em vários países.

  • Protege contra: as formas graves de diarreia e vômito causadas pelos rotavírus (principalmente sorotipos G1, G2, G3, G4 e P[8] no caso da vacina pentavalente). Ela não impede totalmente infecções intestinais, mas reduz muito a chance de quadros graves, complicações e mortes por desidratação.

  • Indicação: Lactentes a partir de 2 meses de idade. A vacinação deve iniciar cedo, pois os bebês são mais vulneráveis ao rotavírus e a vacina só pode ser dada em idades específicas. Importante: existe idade máxima para tomar as doses, devido ao risco de eventos adversos como invaginação intestinal se administrada tardiamente. Geralmente, a 1ª dose deve ser dada até 15 semanas de vida (3 meses e meio) e não pode iniciar após isso; e a última dose deve ser dada até no máximo 7 meses e 29 dias de vida. Portanto, deve-se respeitar as janelas de aplicação definidas pelo calendário.

  • Esquema vacinal: 3 doses orais, aos 2, 4 e 6 meses de idade (vacina pentavalente RotaTeq®). No SUS, utiliza-se a vacina Rotarix® (monovalente), que são 2 doses (2 e 4 meses). Mas em clínicas privadas, costuma-se usar a RotaTeq® de 3 doses para abranger mais sorotipos. A 1ª dose entre 6 e 14 semanas de vida; 2ª dose 4 a 8 semanas depois; 3ª dose até 8 meses de vida no máximo.

  • Observações: Por ser vacina oral de vírus vivo atenuado, podem ocorrer alguns episódios de diarreia leve após a vacina, o que é esperado. Um efeito raríssimo é a invaginação intestinal (uma obstrução do intestino) em ~1 a cada 50 mil bebês, por isso existe a restrição de idade para minimizar esse risco (o risco é maior após 8 meses). Os benefícios superam esse risco incomum, pois a vacina evita milhares de hospitalizações. Ela não impede todas as diarreias – crianças vacinadas ainda podem ter gastroenterites por outros agentes ou até rotavírus, porém geralmente mais leves. É importante manter higiene, amamentação e hidratação, mas a vacinação é fundamental para proteção populacional contra o rotavírus.

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